Risco de tragédia em área onde deslizamento de terra matou mulher em Manaus era denunciado há 10 anos, dizem moradores

  • 20/03/2025
(Foto: Reprodução)
O desmoronamento de um barranco na comunidade Fazendinha 2, Zona Norte de Manaus, deixou nove casas de alvenaria soterradas e outras quatro pessoas feridas. Líder comunitária Sammya Maciel, de 45 anos, morreu na tragédia. Chuva causa deslizamento de terra na Zona Norte de Manaus Após o deslizamento de terra que resultou na morte da líder comunitária Sammya Maciel, de 45 anos, no fim da tarde de quarta-feira (19), moradores da comunidade Fazendinha 2, na Zona Norte de Manaus, relataram que os riscos de tragédia no local eram denunciados ao poder público há pelo menos dez anos. O desmoronamento de um barranco na rua da Paz deixou nove casas de alvenaria soterradas e outras cinco pessoas feridas, que foram encaminhadas para uma unidade de saúde da capital com ferimentos leves e já receberam alta. As famílias que tiveram as casas destruídas foram abrigadas em uma igreja no bairro. 📲 Participe do canal do g1 AM no WhatsApp O líder comunitário Felipe Santana esteve no local da tragédia para ajudar os moradores afetados e relatou que os pedidos de ajuda diante dos riscos de deslizamento em dias chuvosos, feitos ao poder público, ocorrem há pelo menos uma década. Ele também criticou a falta de atenção da prefeitura. "Apareceram hoje que aconteceu a tragédia, aí apareceu. Isso aqui já foi denunciado muitas e muitas vezes, como muitas outras áreas em Manaus, mas infelizmente, só procuram fazer alguma coisa quando acontece isso, quando perde uma vida, quando acontece uma tragédia, aí que tentam resolver, mas já se foi, já foi uma vida aí, que infelizmente, por negligência do poder público, aconteceu o que aconteceu", disse o líder comunitário. A moradora Jane Ruiz teve a casa interditada pelo poder público diante do risco de novos deslizamentos. "O barro está na porta da casa, está entrando e infiltrando água por baixo, ficou o risco de o barranco desabar mais, então por isso está interditada e a gente está indo para casa de familiares". Ao todo, nove casas foram destruídas e dez famílias afetadas. Alguns moradores, acompanhados de bombeiros, conseguiram retornar brevemente para resgatar documentos e roupas. A área onde ocorreu mais um deslizamento na capital é classificada pelas autoridades como de risco. Segundo a Secretaria de Habitação, o crescimento populacional intensificou a ocupação irregular, levando muitas pessoas a construir suas casas em regiões vulneráveis. Atualmente, estima-se que 52 mil habitações estejam localizadas em áreas de risco em Manaus. "São 1.600 áreas de risco em Manaus e é impossível hoje, financeiramente, com os recursos próprios da prefeitura, nós termos como, de imediato, retirar todos que precisam. Então, a gente precisa ir tateando meio que no escuro em busca dessas alternativas. Boa vontade não nos falta, mas o trabalho realmente é muito ardúo", destacou o secretário municipal de habitação, Jesus Alves Vítima morreu tentando ajudar Segundo moradores, a líder comunitária Sammya Maciel morreu enquanto tentava ajudar famílias afetadas pela tragédia. Ela chegou ao local poucos minutos após o deslizamento de terra. "A Sammya veio ajudar, veio socorrer as pessoas e infelizmente perdeu a vida. A gente ta aqui, como liderança, como cidadão, como morador, para tentar amenizar o sofrimento dessas pessoas", disse Felipe Santana. Segundo o governo do Estado, Sammya foi socorrida e encaminhada ao Hospital e Pronto-Socorro (HPS) Platão Araújo, mas chegou à unidade de saúde sem vida. O velório da líder comunitária acontece na manhã desta quinta-feira (20), em uma igreja localizada na rua onde ocorreu o deslizamento. Líder comunitária Sammya Maciel tinha 45 anos e morreu no deslizamento de terra em Manaus. Reprodução/Redes Sociais Chuva causa estragos em Manaus A forte chuva que atingiu Manaus durante a tarde desta quarta-feira causou alagamento nas principais avenidas da capital. Um dos pontos mais afetados foi a Avenida Torquato Tapajós, que liga as Zonas Norte e Centro-Sul da cidade. Na Avenida Constantino Nery, na Zona Centro-Sul, carros ficaram praticamente submersos no trecho entre a Avenida Pedro Teixeira e a Rua Loris Cordovil, em frente à Arena da Amazônia. Até as 20h, foram registrados 70,60 milímetros de chuva, totalizando aproximadamente 320 milímetros ao longo do mês, valor que já supera a média esperada para todo o mês de março. Até o momento, foram registradas 72 situações de alagamentos, deslizamentos e transtornos urbanos, todas sendo atendidas pelas equipes municipais. Um comitê de crise foi montado pela prefeitura. “Nossas equipes da Defesa Civil, Limpeza Pública, Infraestrutura e Assistência Social estão nas ruas atuando para minimizar os impactos e garantir a segurança da população. A Defesa Civil já contabilizou 72 ocorrências e segue trabalhando para dar vazão às demandas”, afirmou o prefeito, durante reunião com o comitê de crise. Em Manaus uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas na chuva forte que provocou deslizamento de terra

FONTE: https://g1.globo.com/am/amazonas/noticia/2025/03/20/risco-de-tragedia-em-area-onde-deslizamento-de-terra-matou-mulher-em-manaus-era-denunciado-ha-10-anos-dizem-moradores.ghtml


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